O Dom que Deus te deu, Abrir-te-á Caminho!

“O presente do homem alarga-lhe o caminho, e leva-o à presença dos grandes”. Provérbios 18:16 

Deus concedeu-nos dons únicos com o propósito de podermos influenciar muitas outras pessoas. Quando nutrimos, cuidamos e colocamos esses dons no ambiente adequado, esses dons crescem e abrem caminho para que nós possamos impactar este mundo de uma forma real.

Certamente não há nenhuma fórmula para termos uma vida bem-sucedida, mas há verdades na Palavra de Deus que são bênçãos seguras. Precisamos de entender a dinâmica do reino de Deus!

Deus, através da vida de Abraão, mostra que usaria a Sua estratégia, a Sua dinâmica. Através de um homem simples, comum, Deus levantaria uma poderosa Nação, e através dela, todas aquelas que a abençoassem seriam benditas.

A Bíblia revela-nos que quando Deus fez aliança com Abraão, ele tornou-se num homem sábio, próspero, influente, e iniciou uma nação!

O dom de Abraão era o dom de fé. Abraão ficou conhecido como o pai da fé. O seu dom abriu caminho, não só para ele mas também para toda a sua família, que se tornaria o seu povo, que se tornaria uma nação.

Deus tinha planos grandes para Abraão um homem comum. Deus usa as pessoas mais improváveis para levar a cabo a dinâmica do Seu reino, pois nessas pessoas há um dom que foi dado por Deus.

O dom de Abraão abriu o caminho mediante a promessa de Deus para que surgisse um povo e uma nação poderosa, e depois dele, o seu filho Isaac, herdou essa aliança. A Bíblia ensina-nos que Isaac era próspero em todas as áreas. Era rico. Possuía muito gado, ovelhas, prata e ouro. Deus estava com ele.

Posteriormente veio o seu filho Jacob, que passou um período da sua vida bastante complexo e atribulado. Viveu com enganos e mentiras, com dramas familiares, até que o Senhor o levou pelo caminho da restauração e o levantou. Dele nasceram 12 filhos, as 12 tribos, sendo que de um deles, nasceu José.

José também manifestou um dom especial. Aqui vemos como Deus revelou o Seu sistema, através das Alianças que Ele estabeleceu com Abraão, Isaac e Jacob. Todos eles foram homens de fé, poderosos, influentes e prósperos. Por sua vez Jacob, (Israel), descenderam as 12 tribos, ou seja, uma grande nação com as suas 12 tribos. Desses doze ramos, uma delas a tribo de José.

José tinha um grande dom. Tinha habilidade de estratégia, de discernimento, e Deus o levou até ao Egipto para que aí fosse usado para ter grande impacto na sua geração. Ele foi o administrador de todos os bens do Faraó. Foi usado num tempo de grande fome, de grande dificuldade. José “absorveu” nele, o fruto de quatro gerações do sistema de Deus.

Depois deste período em que José administrou os bens do Faraó, surgiu um Faraó que teve ciúmes de José e do seu povo, e os escravizou. O povo viveu na escravidão durante 430 anos, até que Deus levantou Moisés.

O povo hebraico não teve durante esse período, homens, líderes cheios de fé ou com visão. Não havia homens influentes ou sábios como Abraão, Isaac, Jacob e José. O povo deixou-se levar por um sistema de escravidão. Guardavam em parte os seus costumes, mas chegaram ao ponto de quase perderem a sua identidade. Estavam escravizados e pensavam como escravos!

O sistema egípcio escravizou-os. (Os sistemas escravizam!). 

Depois nasceu Moisés e a sua mãe viu nele algo diferente. O menino nasceu nem período em que Faraó tinha decretado a morte de todos os recém-nascidos masculinos do povo hebraico. Mas a mãe escondeu-o do Faraó. 

O dom que Deus te dá, mesmo que te escondam, te abrirá caminho! 

A mãe colocou-o num cesto betumado, e o cesto foi posto no rio. 

Deus queria usar Moisés mas não o podia usar com a mentalidade de escravo.

Ele não podia ser educado como um escravo. Ele foi educado no Egipto, no palácio, adoptado da filha do Faraó 

A igreja é um sítio poderoso. É a menina dos olhos de Deus. 

Tu podes ter sido criado com uma mentalidade de escravo, podes nunca ter visto uma família equilibrada ou ter feito parte de uma. Podes até não ter graduado na escola, mas quando és colocado no rio, (que é o Espírito de Deus), serás levado num sistema, que é o de Deus. Ele te mostrará coisas que tu jamais pensaste poder ver ou fazer parte!

O sistema de Deus fará com que saias da “vitimização”, dessa derrota, e passarás a estar com Cristo, em Cristo, a viver com Ele e para Ele. Tu também nasceste com propósito grandioso!

Moisés era hebreu e aprendeu o caldeu para comunicar-se naquele novo sistema onde estava incorporado.

Quando Deus te coloca no Seu sistema, tens de aprender a falar a língua desse sistema para poderes comunicar.

Deus usou todo o conhecimento que Moisés adquiriu no sistema egípcio para “quebrar” esse mesmo sistema e libertar o Seu povo escravizado havia mais de 430 anos.

Numa determinada altura Deus disse a Moisés para escolher 70 homens e que profetizasse sobre eles, enquanto o apóstolo Paulo disse que sobretudo o que façamos no nosso ministério, profetizemos.

Profetizar significa falar acerca do futuro. É deixar o passado para trás, deixar a derrota, a opressão, a escravidão!

Profetizar é falar vitória, liberdade, futuro! É falar para onde vamos e não de onde estamos!

Tens de focar-te no futuro, no propósito de Deus para ti e para o Seu povo!

Tens de entrar “no rio”! Deixar o passado. Deixar a mentalidade de vítima e pensares que és chamado a ser mais que vencedor.

O Reino de Deus é sobre o que está por vir e não sobre aquilo que já passou! Profetiza! Deixa o passado atrás e coloca os teus olhos na cruz! É aí que tens a vitória sobre o opressor, sobre o pai da mentira!

Em João 14, Jesus traçou o Plano Celestial para o avanço do seu reino, para o crescimento da dinâmica do seu reino na vida dos Seus discípulos.

“Não se turbe o vosso coração; credes em deus, crede também em mim. Na casa de meu pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. E para onde eu vou vós conheceis o caminho. Disse-lhe Tomé: senhor, não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho. Respondeu-lhe jesus: eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao pai, senão por mim”. João 14:1-6

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim”. João 14:1  

É como se Jesus estivesse a dizer, “Controlem as vossas emoções! Aquilo que vos vou dizer é muito importante e as vossas emoções não podem interferir. É muito mais do que aquilo que estamos a viver aqui!”

“E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. João 14:3  

“Onde eu estou, vós também estejais!” 

Jesus escolheu os Seus discípulos, e disse-lhes, “Vou prepara-vos lugar”

Mas é o dom divino que é dado ao homem que abrirá lugar para ele. 

“E se eu for…”. 

Jesus queria dizer aos seus discípulos, “Se eu estiver aqui, vocês não podem estar onde eu estou. Tentem estar onde eu estou! Impossível! Por isso, eu tenho que ir a outro sítio para que vocês possam avançar!”

 

“E eu vos vou preparar um lugar…”

“Mas enquanto estou aqui, vocês têm que aprender de mim, pois o vosso dom “abrirá lugar” ao exercitarem-no em sujeição e em obediência. E quando eu for para o Pai, e vocês ficarem aqui na Terra, Eu vos mostrarei o tempo oportuno para exercerem o vosso dom”.

Que aconteceu aos discípulos depois de ouvirem isso de Jesus? 

Surgiu uma nova geração. Quando Jesus lhes anunciou mais tarde que seria necessário deixá-los e que lhes deixaria o Consolador, o Espírito de Verdade, na realidade estava a marcar o surgir de uma nova geração, um novo tempo! Jesus estava a “selar” o Pacto da Graça!

Nós acreditamos na misericórdia de Deus, no porvir, no Reino dos Céus, mas na realidade, vivemos grande parte das vezes, como se fôssemos passar aqui o resto das nossas vidas. Mas o reino de Deus é dinâmico, é de geração em geração!

Uma geração termina e se levanta uma outra geração. Abraão / Isaque / Jacob / José. 

É bom que o dom de Deus esteja em operação na nossa vida, que nos abra o caminho! É bom que estejamos consagrados ao ministério, que ele seja reconhecido na nossa vida, mas para que haja fruto do seu Espírito, temos que olhar à nossa volta e ver que temos descendência.

O sistema do reino de Deus será manifesto ao passarmos para outros da graça que recebemos pela Sua graça, ao abençoarmos os outros, ao levantarmos outros e não apenas o facto de ocuparmos um lugar na cadeia ministerial.

Não estamos preparados para começarmos algo de novo, mas a continuarmos com algo que recebemos pela Graça, e a fazê-lo no lugar onde Deus nos coloca, submissos, como servos. Só assim o dom de Deus nos abrirá o caminho! É quando estamos a servir!

Moisés viu em Josué algo especial da parte de Deus, e chamou-o para o acompanhar. Escolheu-o como seu servo, para o servir pessoalmente, e mais tarde, como aquele que o tinha que suceder. Moisés pediu a Josué para subir ao monte com ele. 

Imagina que Josué não fosse de confiança! O que achas que poderia acontecer, ao ouvir que iria ser o futuro líder daquele povo? Mas Moisés confiou em Josué porque confiava em Deus, e por que Josué estava nas mãos de Deus.

Em Josué não existia autopromoção, mas um espírito de humildade. “Eu estou aqui para servir-te”, disse Josué a Moisés.

O dom de Deus em operação na vida do homem, abre-lhe o caminho no momento certo e adequado!

 

O dom de Deus, em ti, abrir-te-á o caminho!

Elias era o profeta mais velho. Eliseu era o profeta mais novo. 

Elias chamou Eliseu para o servir. Eliseu estava no Jordão juntamente Elias quando este bateu com o seu manto nas águas do rio para que ele se abrisse e eles pudessem passar para a outra margem, a pé enxuto! Elias disse a Eliseu, “Pede-me o que queres antes que me vá de ti”. 

Eliseu pediu-lhe uma porção dobrada do seu Espírito. Quando estavam ainda caminhando, viram um carro de fogo que arrebatou Elias. Quando Eliseu viu isso, chamou-o. “Meu pai, o carro de Israel e os seus cavaleiros!” – E rasgou as suas vestes.

Eliseu tomou a capa de Elias que dele caíra, e voltou ao Jordão. Eliseu bateu com a capa no rio e perguntou, “Onde está o Senhor Deus de Elias?” 

As águas dividiram-se e Eliseu passou para a outra banda, onde os filhos dos profetas que estavam em Jericó, afirmaram que sobre ele repousava o espírito de Elias.

Eliseu reconheceu a autoridade de Elias. Eliseu rasgou as suas vestes como símbolo de dor e de despojo, como símbolo de humildade. 

Eliseu pegou na capa de Elias e iniciou o seu ministério, onde Elias terminou o dele.

Quando ajudas alguém a ser elevado, o manto cai sobre ti! A quem estás a ajudar a ser elevado?

E disse Jeosafá: “Não há aqui algum profeta do SENHOR, para que consultemos ao SENHOR por ele? Então, respondeu um dos servos do rei de Israel e disse: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que deitava água sobre as mãos de Elias”. 2 Reis 3:11.

Eliseu pôde abrir as águas do Jordão, porque Eliseu também deitava água sobre as mãos de Elias. Não poderás separar as águas, se antes não te exercitares em servir água ao que tem sede!

Há muitas pessoas que chegam e querem logo uma posição. O melhor é perguntarmos sempre em que ministério, ele ou ela, tem trabalhado, e no que tem servido.

Se não tens servido água, não poderás jamais separar as águas!

1 – Frutificando onde estamos plantados.

Vivemos num tempo de opções. Há uma igreja em cada esquina. E quando não estamos satisfeitos com alguma coisa, com a música, com a pregação, com a maneira como fomos recebidos, temos a opção de nos levantarmos e sairmos. No entanto isso não nos conduzirá a viver uma vida de impacto.

A nossa vida necessita de tempo para se enraizar.

Permanecer! Desde que a liderança não contradiga a Palavra de Deus, sejamos fiéis no lugar onde estamos!

2- Buscando somente a plataforma de servo.

Busquemos somente uma plataforma de serviço. Jesus veio para servir e não para ser servido. Não necessitamos de holofotes para sermos ministros da Nova Aliança!

Por onde começamos? Onde ninguém nos veja! Sirvamos as pessoas à nossa volta com um espírito de humildade. É precioso encontrarmos satisfação nas temporadas invisíveis do nosso serviço.

3- Deixando que a obediência seja o nosso “advogado” 

Vivemos num tempo em que a autopromoção está em voga. Mas o nosso dom não necessita de promoção, nem nas redes sociais nem buscando dos líderes oportunidades. Não façamos isso!

Quando Jesus estava ante o tribunal para ser crucificado, ele não disse uma só palavra. Ele teve a oportunidade de se manifestar, mas a sua obediência ao Pai era mais importante do que provar aquilo que ele podia fazer. Ele confiou na soberania de Deus-Pai!

Não necessitamos de provar que temos dons, que estamos dotados ou habilitados. Permitamos que seja Deus que nos apresente a oportunidade! Recordemo-nos que Ele vê tudo!

A nossa obediência não passará despercebida perante o Senhor.

4- Encorajando o dom de outros 

Se estivermos frustrados e sentirmos que estamos “sentados” sobre o dom que Deus nos deu, precisamos de dar espaço para que outros que possam crescer no seu dom. Mas o nosso ciúme, muitas vezes, não nos permite.

Pensamos, “Se não tenho oportunidade, os outros também não a devem ter!“ Mas isto não é de Deus! Nem vem de Deus ocuparmos apenas um lugar, em vez de estarmos buscando outros a quem ajudar. O Senhor não se esquece de nós. Ele está a preparar-nos para o momento de chegarmos ao nosso destino.

Se estivermos “estancados” e sem sermos notados, tenhamos ânimo! O Dador do dom da Vida, abrirá a porta no momento oportuno e entraremos. “Sermos como Cristo”, é o maior elogio que qualquer um de nós poderá alcançar. 

“Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra, a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo”. Filipenses 1:6.

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