A Derradeira Essência da Maldade

“E por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. Mateus_24:12

A essência da Maldade não é abstrata, não é remota e não é confusa.
Refiro-me à derradeira essência, como aquilo que está por detrás de todas as atitudes de maldade praticada por cada um de nós no nosso dia-a-dia, nas coisas que fazemos, dizemos e pensamos. Para entendermos o que é Maldade, precisamos de saber separar o fruto da maldade, da fonte da maldade, (a raiz, o que está na origem desses atos), e o que faz com que a maldade seja maldade. 

Quando falo da derradeira maldade, é porque chego à conclusão de que é o cúmulo, que nem pode ser menor ou maior. Que tem feito a Maldade ao longo do tempo? E por que é importante saber isso?

Apesar de estarmos num ministério, na igreja, cujo coração é glorificar o nome de Jesus, ou seja, dar a conhecer a Sua glória, a Sua suficiência, as Suas maravilhas, tanto através do nosso culto a Ele, como pondo em prática a religião pura e sem mácula, que é “atender à viuva e ao orfão no seu momento de necessidade”, é necessário falarmos sobre a derradeira essência de maldade, para que todos nós possamos conhecer e identificá-la em nós próprios e no mundo que nos rodeia.  Se não o soubermos, e se não a identificarmos, como vamos combatê-la e minimizá-la?

Para identificar a Maldade, precisamos de conhecer a majestade de Deus, o triunfo de Cristo na Cruz e na Sua ressurreição, e a glória de vivermos a vida cristã!

AS TRÊS PASSAGENS BÍBLICAS ESCOLHIDAS PARA FALAR DESTE ASSUNTO

PRIMEIRA 

Jeremias 2:7-9, 11-15 
«E eu vos introduzi numa terra fértil para comerdes o seu fruto e o seu bem. Mas, quando nela entrastes, contaminastes a minha terra e da minha herança fizestes uma abominação. 
Os sacerdotes não disseram: Onde está o Senhor? E os que tratavam da lei não me conheceram. E os pastores prevaricaram contra mim, e os profetas profetizaram por Baal e andaram após o que é de nenhum proveito. Portanto, ainda pleitearei convosco, diz o Senhor, e até com os filhos dos vossos filhos, pleitearei.
Houve alguma nação que trocasse os seus deuses, posto não serem deuses? Todavia o meu povo trocou a sua glória pelo que é de nenhum proveito. 
Espantai-vos disto, oh céus, e horrorizai-vos! 
Ficai verdadeiramente desolados! - Diz o Senhor. Porque o meu povo fez duas maldades: 

A mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas. 
Acaso é Israel um servo? Ou um escravo nascido em casa? Por que, pois, veio a ser presa? 
Os filhos de leão bramaram sobre ele, levantaram a sua voz, e puseram a sua terra em assolação, as suas cidades se queimaram, e ninguém habita nelas.» 
As duas maldades foram: Deixar Deus e cavar cisternas rotas.
“O meu povo (Judá) trocou a sua glória por nada que se aproveite”. É como se trocasse a sua mansão por um caixote de cartão de um sem-abrigo. (verso 11).


1- “Deixaram-me!” – Judá perdeu o gosto por Deus.

2- “Cavaram para si, cisternas rotas”.

A Cisterna do dinheiro é rota. 
A Cisterna do sucesso é rota. 
A Cisterna da política é rota. 
A Cisterna do sexo e prazer são rotas… 

Nenhuma cisterna pode reter a água, somente Jesus Cristo nos pode dar a água viva do gozo do Senhor! 
Qual é então o derradeiro mal nesta escritura de Jeremias? É perder o gosto por Deus, ou preferir qualquer outra coisa, mais que do que Deus. Essa é a derradeira essência do mal! É não encontrar plena satisfação na Fonte de Águas Vivas! 
Quando o homem perde o sentido de busca de Deus, é a primeira essência da sua maldade. O homem procura a alegria que devia encontrar em Deus, em outras coisas. Falham em estar satisfeitos com a água do manancial de Deus, e cavam cisternas rotas…
Pensamos durante muito tempo que a essência do mal fosse o mau uso do sexo, a dependência de adições, a luta pelo poder, a ganância pelo sucesso, mas não! Isso é o fruto da essência do mal.
A essência do mal é quando “eu já não aprecio Deus”, e cavo uma “cisterna” para que coloque lá, aquilo que me satisfaz momentâneamente.


SEGUNDA

Genesis 3:1, 3-6 
No início da Criação: “Ora a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?
Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente, não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.

E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.” 
Sabemos algo acerca da magnitude deste mal porque, a partir deste momento na história, o apóstolo Paulo, diz em Romanos: «E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas, o dom gratuito veio de muitas ofensas, para justificação. Porque se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais, os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.» Romanos 5:16-17 ARC.

O primeiro pecado entrou no mundo por um homem, e nós herdámos essa condição de pecadores. Esse pecado passou a ser “nosso” e condicionou-nos ao nascermos neste mundo. O pecado original afectou toda a Humanidade. 

Qual é a derradeira essência da Maldade, aqui? No verso 5 vemos qual foi a essência da tentação diabólica no jardim do Éden. “Deus está a esconder algo maravilhoso de ti, algo de muito valor “! (v.5). E essa essência está presente em todas as tentações feitas à Humanidade: O diabo continua a segredar-nos, “Deus está a reter algo bom de ti, e por isso diz para não fazeres isto ou aquilo… ”

Agora vejamos a dinâmica da essência derradeira da Maldade que está implícita e explícita nos versos 6,7! É a cobiça dos olhos, a cobiça da carne e a soberba da vida. 
A essência do pecado original, (verso 6, 7), era agradável, deliciosa, sedutora, mas proibida. 

Vê bem o que estava a acontecer no coração humano! Pensaram os nossos primeiros pais, “Posso vê-lo, é bom o fruto, é desejável! Mas Deus não me deixa tê-lo!” E continuando, “Mas o que é que se passa? É delicioso aos meus olhos, e Deus quer retê-lo de mim? Isso é uma maldade!...”

E Adão e Eva fizeram uma escolha e decidiram. “Se é agradável, delicioso, desejável e é-nos negado, então vamos comer!” 
E quanto a nós, hoje? Aquilo que nós desejamos mais do que Deus, não nos será negado? Será feito segundo a nossa vontade?

Qual foi afinal a essência da maldade, no início da Criação? Qual foi a essência da queda da humanidade? Terá sido o comer a fruta proibida? Não! A essência da queda não foi comer a fruta proibida. A acção humana não é a essência das coisas. As acções podem ser más, mas não são elas, a essência!

Beijar é bom, mas não são a essência do amor. Comer frutos proibidos é mau, mas não é a essência do que aconteceu aqui. 
O ultraje moral foi o facto de Adão e Eva, desejarem mais o que a fruta podia beneficiar-lhes do que o gozo de estarem na Presença de Deus! Por outras palavras, a REAL ESSÊNCIA DA MALDADE é a perda do gosto por Deus, como o Ser Provedor da Vida e da Alegria, e preferir aquilo que a árvore lhes poderia dar. 

Adão e Eva deixaram de se deleitar na presença de Deus, e preferiram mais o que a fruta lhes poderia proporcionar. Não foi pior a rebelião para com Deus e a desobediência  para com Ele , mas a preferência deles em escolherem o fruto proibido.
Não foi a desobediência a essência da maldade, (isso é básico e fundamental), mas sim a preferência deles! Deixaram de desejar Deus, e colocaram o seu desejo no fruto. O fruto, para eles, estava acima de estar na presença de Deus.

Enquanto virmos “a guarda dos mandamentos como a essência do bem, e o quebrar dos mandamentos a essência do mal”, jamais saberemos o porquê de estarmos a fazer o que fazemos, e jamais saberemos quem somos em Cristo Jesus, e jamais veremos a grandiosidade da Sua majestade, a plenitude e triunfo de Cristo na Cruz, e jamais viveremos a gloriosa vida cristã!
Enquanto confinarmos o Bem e o Mal a uma questão de mandamentos básicos, não entendemos a nova identidade que recebemos em Cristo Jesus.

Vamos imaginar estes dois temas, lado a lado! Num lado, a OBEDIÊNCIA AO MANDAMENTOS DE DEUS e no outro, O DELEITAR-SE EM DEUS E EM SEU CARÁCTER. Qual deles é essencial ao outro? Em qual deles está a raiz do outro?
Deus tornou o “DELEITAR-SE NELE”, num mandamento! 

“Deleita-te também no Senhor, e ele concederá o que deseja o teu coração”. Salmo 37:4.

Deus não toma coisas neutras ou coisas más, e faz delas boas, tornando-as em mandamentos. Pela sua própria Natureza Suprema e pela sua Suprema Beleza e pelo seu Supremo Valor, é justo que nos deleitemos Nele sobre todas as coisas! 

Por isso, DELEITAR-SE NELE, é um mandamento! Não é um mandamento para que seja bom, porque já o é, em si mesmo! Deus não agarra as coisas defeituosas e as torna em mandamentos. 
Os homens agem externamente para darem aparência de serem bons, sem terem que guardar e obedecer aos mandamentos de Deus, mas deveríamos entender que isso procede simplesmente de uma atitude inata de louvor e deleite no Senhor! 
Os mandamentos, por si mesmos, antes de serem decretados por Deus, já eram bons, pois toda a boa dádiva tem origem no Pai, de onde não há variação nem sombra de dúvidas.
Se pensamos que são as nossas acções externas que determinam a nossa moralidade, nem sequer sabemos o que é bom. O mesmo se passa com o mal, que é desobedecermos a Deus e colocarmos Deus depois de nós mesmos.  
Jesus ensinou acerca disso “Aquele que ama mais a pai, mãe, irmão ou irmã, mais que a mim, não é digno de mim”.
DELEITAR-SE EM DEUS, é colocar Deus, primeiro, por direito! Ao cumprirmos os mandamentos por amor a Deus, é sensato, é fonte de alegria e de força!
Acaso fez Deus mal ao ordenar que prefiramos a Ele, antes de qualquer outra coisa, fazendo disso um mandamento? Não! 
Já era maldade o homem desprezar Deus, mesmo antes que existisse qualquer mandamento. Adão e Eva estavam com Deus na sua Presença, no Paraíso, até que os seus olhos foram abertos e eles viram a sua condição de nudez! E ainda não existiam mandamentos!

Era Maldade preferir qualquer outra coisa que não fosse Deus, mesmo antes que Deus desse qualquer Mandamento!
Agora entendes que não é o quebrar dos mandamentos que faz com que a Maldade seja Maldade? Está redigido na Bíblia, divinamente inspirado, para que seja nosso guia, nossa ajuda! 
Se não vamos mais além dos mandamentos das leis, até à realidade do caminhar com Jesus, ficamos muito aquém de poder entender a Obra de Cristo! 

A desobediência ou o quebrar da lei, não é a derradeira essência da Maldade. « Por isso nenhuma carne será justificada diante Dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.” Rom. 3:20.
A lei não faz o pecado ser pecado. Ele já está em nós, em ti e em mim! Está nos nossos desejos. Queremos por vezes, mais e mais as coisas, do que a Deus. 

Precisamos de nos questioner se nos deleitamos mais noutras coisas do que em Deus. Se nos deleitamos mais noutras pessoas do que em Deus. 
Se for sim, podes crer que é essa a derradeira essência da maldade! 
Em relação a Deus, todos pecaram! «Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus». Romanos 3:23. 

O pecado destrói as pessoas e destrói o mundo, mas a sua essência não é essa, é muito pior e mais profunda! 
Nós temos preferência por nós mesmos e por aquilo que nós queremos mais, do que queremos Deus. Que significa “destituídos estão?” A melhor explicação de Romanos 3:23 está em Rom.1:23, pois creio que define 3:23. 

«Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes, nos seus discursos se desvaneceram e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis!»

Romanos 1:21-23.
É como ter a glória de Deus e contemplar a sua beleza, as suas qualidades, o seu valor, e dizer, “Não quero! Vou trocá-lo por outra coisa qualquer!” Em Romanos 3.23, significa que “estão destituídos da glória de Deus, de acordo ao seu valor, isto é, “não valorizaram a glória de Deus.” E não valorizar a glória de Deus é, na realidade, não conceder-lhe o devido valor, à vida, sacrifício e triunfo de Jesus na Cruz e na Sua ressurreição.
Todos viemos ao mundo, no qual a glória de Deus se irradia!  Todos  provámos a Sua glória e vimos a Sua glória!  A derradeira essência da Maldade é que provamos a glória de Deus e preferimos outras coisas à glória de Deus!
A essência da maldade está nas nossas preferências! Preferimos outras coisas em vez da glória de Deus. Provamos e vimos, e ainda assim, preferimos outras coisas! Grande falha humana! 
A pior falha humana encontra-se descrita em Romanos 1, Jeremias 2 e Génesis 3!
Em Romanos 1 - A falha do  homem, é preferir outras coisas, a Deus.
Em Jeremias 2 - A falha do homem é não encontrar plena satisfação na Fonte de Águas Vivas. 
Em Genesis 3 – A falha do homem em perder o gosto por Deus como Provedor da vida e alegria, e preferir o que “a árvore” lhe proporciona.

TERCEIRO 

A falha do homem não glorificar a Deus sobre todas as coisas.
Vamos aplicar isto à nossa vida! Até que vejamos e odiemos a essência da maldade no nosso coração e no mundo que nos rodeia, iremos “diminuir” a Majestade de Deus, vamos “minimizar” o Triunfo da Cruz e a ressurreição de Cristo, e vamos “desvalorizar” a glória da vida cristã!
Por que razão “diminuimos” a majestade de Deus? 
Porque a grandeza da majestade de Deus não é magnificada em sacrifícios vãos na guarda de mandamentos. Todas as religiões fazem isso. Isso não faz com que Deus seja glorificado ou engrandecido, mas faz com que os homens se sintam “bem” consigo próprios, vivendo farisaicamente pela sua moral.

A grandiosidade da Majestade de Deus é exaltada, quando nós estamos satisfeitos Nele, mais do que em qualquer outra coisa! Até mesmo, e especialmente, quando sofremos tribulações ou angústias!
Jamais poderemos consagrar a nossa vida e exaltar Deus na Sua Majestade, até que identifiquemos e aborreçamos a derradeira essência da maldade! 

A Bíblia nos exorta a “Estarmos satisfeitos em Deus, a nos satisfazermos na Fonte das Águas Vivas!”
Estamos a lutar a batalha ao nível de feitos? Essa batalha não pode jamais ser de sucesso! A batalha dá-se no nosso interior, naquilo que amamos, no que veneramos, no que nos satisfaz plenamente!
Essa é a batalha que devemos lutar, que mata tudo o que é mau e que faz ressurgir tudo o que é bom!

Por que razão “minimizamos” o Triunfo de Cristo? 
Até que conheçamos, identifiquemos e odiemos no nosso coração a derradeira essência da Maldade, vamos estar a minimizar aquilo que Cristo alcançou na cruz e na Sua ressurreição. Sabes o que Jesus Cristo ganhou na cruz e na Sua ressurreição?

O perdão dos nossos pecados! 
A remoção da ira de Deus sobre o Seu povo! 
A derrota d morte e o Diabo!
A ressurreição dos nossos corpos, no dia da Sua Vinda!
A cura dos nossos corpos, mente e alma! 

A nossa entrada no Novo Céu e na Nova Terra! 
Ele comprou-nos! Está consumado! O preço de tudo isso, está pago por Jesus, ao dar a Sua vida por nós! Todos aqueles que estão em Cristo são co-herdeiros com Ele! 
Mas isso não foi o limite da morte e da ressurreição de Jesus Cristo! “Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus, sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito”. 1 Pedro 3:18. 
Todos nós precisamos de ver Deus, de reflectir Deus, de conhecer Deus e de estar com Deus! Por que razão queremos os nossos pecados perdoados? Para que queremos, afinal, ser justificados? Para que queremos um novo corpo? Mas quem não quer? Somente um idiota não quereria escapar do inferno! E um idiota não é um cristão! 

Jesus usou todos os Seus meios para tirar os obstáculos do caminho do homem, para que ele possa estar na Presença de Deus, “na qual há plenitude de alegria, e à sua direita há delícias para sempre”. Mas para isso temos de preferir Deus a todas as outras coisas, e identificarmos qual é a essência da Maldade que vai dar- nos justamente o oposto!
Precisamos de ver Jesus Cristo como o Mediador para estarmos na Presença de Deus, em vez de O vermos como um meio para não irmos para o inferno! Enquanto olharmos para Jesus desta última forma, jamais desfrutaremos na Presença de Deus!
Por que razão desvalorizamos a glória da vida cristã? 

Se falharmos em enaltecer a glória de Deus e preferirmos a glória de outras coisas, e se não aborrecermos a glória de outros, e virmos isso como essência da Maldade, desvalorizamos a glória da vida cristã.
Muitas pessoas pensam no BEM e fazem BEM, sem que Deus esteja na “equação”. Isso acontece em muitas coisas nas quais nos envolvemos, pensamos e fazemos. Mas a Bíblia nos ensina, “E tudo o que não provém da fé, é pecado”. Rom 14:23. Qualquer que seja a acção ou atitude, que não proceda de fé, é pecado. “Ora, sem fé, é impossível agradar a Deus. Porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus, creia que Ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. Hebreus 11:6.  
Qual é pois a glória da vida cristã? Paulo e o autor da epístola de Hebreus estão a dizer que a nossa vida não agrada a Deus, se não tivermos fé. Ao recebermos o abraço do “Pai”, pela fé, recebemos tudo o que é de Deus, em Jesus Cristo, que veio revelar quem é o Pai.

O Descanso, a Plenitude e a Alegria está totalmente em Jesus Cristo! 
Paulo e o autor da epístola de Hebreus estão simplesmente a dizer que onde isto não está a acontecer, então a vida está sob a maldade do pecado.
Isso é tão radical, quanto o podes receber! E até podes não crer, mas sem fé não podes agradar a Deus!
Qual era a essência da maldade dos fariseus? Eles “devoravam” as casas das viúvas, desprezavam os pecadores, distorciam a Lei de Deus, exploravam os pobres, não sentiam misericórdia, negligenciavam a Justiça, assassinaram o Filho de Deus, mas essa não era a essência do seu mal. 

A essência do mal dos fariseus era amarem o dinheiro, “os fariseus, que eram gananciosos, ouviam todas essas coisas e zombavam dele”. Lucas 16:14, e amavam ser venerados pelos homens! 
Da “fossa” do coração destes homens, por amarem o dinheiro e serem honrados pelos homens, todas as más obras foram-se manifestando nas suas vidas.
E agora o que fazemos com todo este conhecimento? Como o vamos aplicar à nossa vida?
Será que iremos ao mais profundo do nosso ser, e vermos qual é a essência da Maldade que há em nós? Vamos à raiz? Perdemos ou nunca tivemos gosto por Deus, como o Provedor da Vida e da Alegria? Ou temos preferido mais outras coisas ou outras pessoas do que a Deus?

Vamos reconhecer essa maldade em nós mesmos, no mundo à nossa volta, e vamos odiá-la? É pecado, é Maldade! Vamos orar para que, juntos, possamos crescer pelo sangue precioso de Cristo que nos comprou, para que possamos desfrutar da Presença de Deus, e para que estejamos contentes e satisfeitos, crescendo na Sua plenitude, entesourando a Sua glória?

Ao fazermos isso, cresceremos, exaltando a Majestade de Cristo e manifestando o triunfo da cruz e da ressurreição de Cristo, vivendo a glória da vida cristã em Jesus, o nosso Senhor e Salvador! 
Porque somos filhos, somos co-herdeiros! A Criação aguarda a manifestação dos filhos de Deus! “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adopção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito, que somos filhos de Deus. E se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados. Pois tenho para mim, que as aflições deste tempo presente, não se podem comparar com a glória que em nós há-de ser revelada. Porque a criação aguarda com ardente expectativa, a revelação dos filhos de Deus”. Romanos 8:14-19.

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