Vendo com Visão | Que Lentes Usamos?

VENDO COM VISÃO! 
QUE LENTES USAMOS? 

 
E aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. 

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do 

Espírito Santo, ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado, e eis que eu 

estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Mateus 28:18-20.  

 
“Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem. Porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas”. 2 Coríntios 4:18 


M. Muggeridge descreve a autodestruição do homem no século XX, “…tornou-se claro, na segunda metade do século XX, que o homem ocidental decidiu abolir-se a si mesmo. Cansou-se da luta por ser quem ele mesmo criou, do tédio da sua própria riqueza, da sua própria impotência ante as suas manias, da vulnerabilidade da sua força, e tocou a trombeta que desmorona as paredes da sua própria cidade. Num processo degradação, convence-se que é muito poderoso. Trabalha, mas é sustentado por medicamentos, bisturis e seringas, e é cada vez uma presa fácil para os seus inimigos. E se chegar a curar-se da sua imbecilidade, já está poluído e caído por terra, cansado e golpeado como um brontossauro e se extingue”.


Na economia de Deus é suposto que amemos pessoas e usemos coisas. Na economia humana, acabamos por amar coisas e usar as pessoas.


Leiamos 2 Coríntios 4:8-18:

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não da nossa parte. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo a mortificação de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos. Pois nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste na nossa carne mortal, de modo que em nós opera a morte, mas em vós, a vida. 

Ora, temos o mesmo espírito de fé, conforme está escrito: Cri, por isso falei; também nós cremos, 

por isso também falamos,  sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará a 

nós com Jesus, e nos apresentará convosco. Pois tudo é por amor de vós, para que a graça, 

multiplicada por meio de muitos, faça abundar a acção de graças para a glória de Deus. Por isso não 

desfalecemos. Mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se 

renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação, produz para nós cada vez mais 

abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas 

que se não vêem. Porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem, são eternas”. 

2 Coríntios 4:7-18.

 

E se agora lermos Romanos 8:18-21: 

 
“Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que 

em nós há de ser revelada. Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos 

de Deus, porquanto a Criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele 

que a sujeitou, na esperança de que também a própria Criação há-de ser liberta do cativeiro da 

corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus”. 

 
“Estou convicto que a ausência de significado não vem do homem estar cansado da dor, mas de estar cansado do prazer. E é por isso que nos encontramos vazios de significado, mas com as nossas despensas ainda cheias."

 
O Prazer 

 
O prazer sem Deus, sem limites sagrados, deixa o homem mais vazio do que antes. Esta é a verdade bíblica e a verdade experimental. As pessoas mais solitárias do mundo estão entre os mais ricos e mais famosos que não encontraram limites, dentro dos quais, viver. Isso é um fato que constatamos, vez após vez.


Por vezes não prestamos atenção sobre as coisas mais evidentes, por essas coisas fazerem parte de um processo e serem temporárias. Mas tudo tem um processo, e há processos mais dolorosos do que outros, porque em todos os trajectos há um processo, um caminho, há objectivos, e vulgarmente não nos fixamos naquilo que é mais evidente.


Com que lentes vemos as coisas? Temos de aprender a ver além de óbvio! A nossa luta não é contra carne e sangue, outras pessoas como nós, mas contra os principados e potestades espirituais malignas que nos querem destruir. Mas, pela Palavra de Deus, sabemos que já temos a vitória em Cristo Jesus, pela sua morte na cruz e pela sua ressurreição!


A vitória iniciou-se na Cruz e se colmatou na ressurreição!


A Cruz 


“A menos que tu entendas a cruz, não poderás entender porque o teu compromisso com o que é certo deve ter precedência sobre a tua preferência. Muitos começam bem, mas o mais importante não é como começas, mas sim como terminas. Temos como objectivo, terminar bem? O começar bem, é temporário. Terminar bem é a longo prazo”. (Ravi Zacharias).

 
Há inimigos da cruz, cujo deus é o ventre. Eles se confundirão, e o seu fim será a perdição. Filipenses 3-17-21. 

 
Na realidade aquilo que determinará a longevidade e terminar bem é como tens a percepção da tua visão. Como estás a correr o caminho? Onde estão postos os teus olhos? Estão colocados nos céus ou na Terra? No porvir ou no presente? Na tua pátria ou missão terrena, ou na tua pátria celestial para onde queres levar muitos outros contigo?

 
O que está a preencher o teu coração? Que estás entesourando?

“Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os consomem e onde os ladrões minam e roubam! Mas ajuntai para vós, tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. Mateus 6:19-21.  

 
Onde colocamos os nossos olhos, e do modo como os colocamos, determinará o que estamos entesourando. 

 
Neste mundo, tudo é utilizado e passageiro, e até pode ser roubado. O “entesouramos” no coração, 

na forma do nosso carácter, será um dia avaliado, nem que seja quando partirmos deste mundo.

 
Se juntarmos tesouros no céu, então estaremos a ser formados no nosso carácter por aquilo que é de 

Cristo, em nós.


As coisas terrenas desfocam a visão do reino dos céus e podem obscurecer a nossa moralidade.


“Temos o direito a acreditar naquilo que quisermos, mas nem tudo aquilo que acreditamos, está correcto”. (Ravi Zacharia). 


Muitas vezes não entendemos estas verdades totalmente e as adaptamos, (ou as pervertemos), de acordo com a nossa vontade e queremos usá-las na obra de Deus. Pensamos que Deus precisa de nós para fazer a Sua obra?… 


“Ser cristão não é tanto o evitar cuidadosamente o pecado, mas em ser mais incentivado em fazer a vontade de Deus!”. (Dietrich Boefner).


Não entendemos que é para nós privilégio participarmos com Deus na Sua Obra maravilhosa, e que ainda maior privilégio é sermos Obra de Deus!


É necessário vermos bem as coisas. É necessário termos Visão!


“Não podemos ter cegos a guiar a outros cegos, pois juntos cairão no mesmo buraco”. Mateus 15:12-14.


Um líder cristão é alguém que conhece o Caminho, está no Caminho e mostra o Caminho. A pregação não termina quando dizemos Ámen, mas onde verdadeiramente a pregação entra em acção.


Há duas coisas bastante claras quando Jesus ensina os seus discípulos em João 15:5, através de uma verdade sobre agricultura. “Eu sou a videira e vós sois as varas. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto. Porque sem mim, nada podeis fazer”. 


Mais adiante, em João 17:19-23, na sua maior declaração de amor à igreja, Jesus manifestou um princípio sobre estas duas condições. 


“E por eles eu me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade. E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela Sua palavra hão-de crer em mim, para que todos sejam um, assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim”. 


Sendo a Igreja e o Ministério, “Um”, unido numa só Visão como o Pai e Jesus são UM, o efeito será o mundo crer que Jesus é o Enviado de Deus. Assim sendo, nós teremos o impacto na comunidade onde estivermos inseridos, (seja cidade, seja país), com a credibilidade de sermos discípulos de Cristo. Por termos uma só Visão, a mesma Visão que o Pai e o Filho têm, seremos selados pelo Espírito Santo que nos prepara, e vamos ter uma mesma actividade neste mundo, cooperando todos com Deus na Sua Obra.


Se isso não acontecer, andaremos desenfreados, cada um lutando para o seu lado.


Para haver Unidade e uma só Visão, a que Jesus ensinou, é necessário haver a sujeição uns aos outros no vínculo perfeito do Amor de Cristo. É necessário estar esclarecido sobre a Obra de Cristo Redentor. Aquele que quiser ser maior entre vós, seja vosso servo, que tenha um bom proceder em atitude e palavras, em mansidão na sua conduta e que busque a paz com todos os homens, anunciando as boas novas do Evangelho.


Para haver Unidade e uma só Visão em Cristo, é preciso estar convicto de que nenhuma verdade é mais importante do que conhecer Jesus Cristo, e que Ele é o nosso Senhor e Salvador, que dá esperança a quem não a tem, que perdoa o condenado, que levanta o caído, que sara o enfermo, que ressuscita aquele que está morto, e que sara todas as nossas feridas! “E se confessarmos os nossos pecados, Ele é Fiel e Justo para nos perdoar, e nos purificar de toda a injustiça”. (1João 1:9).


O que acontece é que a auto-suficiência humana tem querido substituir a dependência de Deus, a dependência da visão do Seu Reino e da Sua Justiça. O povo de Deus tem-se desenfreado, e sem profecia e sem revelação é como uma família desorientada, e começa a levantar supostos ministérios sob pressões e condições emocionais…


Creio que devemos buscar a revelação de Deus na profecia que é a Sua Palavra, a lâmpada para os nossos pés, e ela nos guiará!


Temos como exemplo, o caso flagrante do sacerdote Eli, “Entretanto, o menino Samuel servia ao Senhor perante Eli. E a palavra do Senhor era muito rara naqueles dias. As visões não eram frequentes. Sucedeu, naquele tempo, que estava Eli deitado no seu lugar, (ora, os seus olhos começavam já a escurecer, de modo que não podia ver) …” 1 Sam. 3:1, 2


Temos que ver mais além do que é aparente, mais além do superficial. Mas para que isso aconteça, temos de usar “boas lentes espirituais”, precisamos de luz, de bons olhos, de olhos iluminados por Jesus! 


“A candeia do corpo são os olhos. De sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz. 

Se porém os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são 

trevas, quão grandes são tais trevas!” Mateus 6:22,23.


A lente pela qual vemos, determina a luz que temos na nossa vida. 


Ela determina se a nossa luz é a de Jesus, (que brilha em todo o lugar), e se as nossas lentes são as da fé onde podemos ver o invisível a alcançar o impossível, (caminhar sobre as águas sem nos afogarmos, e navegarmos num mar de “tempestades”, sem medos). 


Quando estamos iluminados por Jesus, podemos andar “no meio” do fogo sem nos queimarmos, 

pois vemos essas circunstâncias como algo transitório, algo onde se vai manifestar a glória de Deus 

na nossa vida, ou através da nossa vida, na vida de outros.


Uma das características da nossa visão, (se não tiver a lente corecta), é que nos dá perspectivas erradas. 

A IGREJA DE LAODICEIA TINHA UMA PERPECTIVA ERRADA DE SI MESMA. 


“Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta. E não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. Apocalipse 3:17.


Essa era a visão de Deus. Eles tinham obras, faziam obras, mas não eram frios, nem quentes. Viver na superficialidade, é viver sem “aprofundar” nada. É gloriar-se no fruto do seu próprio esforço, e não na glória do Senhor. Estava patente o orgulho, a soberba da carne, a luxúria dos olhos.

Uma característica da cegueira espiritual é vermos o mal alheio e não ver o nosso próprio mal. 

 
“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados, e 

com a medida com que medis, vos medirão a vós. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e 

não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do 

teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem 

para tirar o argueiro do olho do teu irmão”. Mateus 7:1-5.  


Preocupemo-nos primeiro connosco próprios! Estamos a falar das outras pessoas e dos seus assuntos, daqueles que têm um pequeno cisco nos seus olhos, e não tiramos a trave que está defronte dos nossos olhos?
Isso não faz sentido! Quantos conhecem este tipo de cristão? É tão fácil dizer o que os outros necessitam de fazer! É tão fácil identificar o erro dos outros! É tão fácil dizer como eles devem educar os seus filhos, quando os teus filhos nem gostam de estar junto de ti! 

 
TIRA PRIMEIRO A VIGA DO TEU OLHO! 


Quando tu és uma pessoa que está sempre a atacar outros irmãos na fé, pregadores, e dizes coisas odiosas, com juízos errados, e muitas vezes, com alguma maldade, é melhor que te lembres que serás julgado, não com a mesma medida, mas de forma ainda mais dura, pois estás a ignorar a trave que tens diante de ti! 


Deus não abençoa pessoas que andam sempre por aí a criticar os outros, e julgam os outros continuamente, como se eles próprios não tivessem assuntos ou questões para resolver na sua própria vida.

 
TRATA DE TI MESMO, PRIMEIRO!


Os nossos olhos estão colocados nos deleites. Estão centrados na carne, no satisfazer da superficialidade da alma.


“De onde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos 

vossos deleites que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes; logo 

matais. Invejais e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada

tendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes 

em vossos deleites. Infiéis! Não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra 

Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de 

Deus”. Tiago 4:1-4.

 
Corremos perigo quando o mundo está dentro de nós. “Podemos tirar um homem da 

imundícia, mas não podemos tirar a imundícia de um homem”. 

 
O Espírito Santo pode convencer do pecado e opera através dos frutos do arrependimento.

 
“Quando estamos com falta de visão, podemos cair, e se estivermos a guiar 

alguém, podemos fazer com que outros também caiam”. É o que acontece quando 

ensinamos os outros  por tradição, por letra, por interesse próprio, com o coração longe do 

coração de Deus, insensível a Ele.

 
Então vejamos o exemplo bíblico: ”Então chegaram a Jesus uns fariseus e escribas vindos de 

Jerusalém, e lhe perguntaram: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos 

anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: E 

vós, por que transgredis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? Pois Deus 

ordenou: Honra o teu pai e a tua mãe. E quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, 

certamente morrerá. Mas vós dizeis: Qualquer que disser a seu pai ou a sua mãe: O 

que poderias aproveitar de mim é oferta ao Senhor; esse de modo algum terá de 

honrar a seu pai. E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de 

Deus. 

Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo 

honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me 

adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem. Eclamando a si a 

multidão, disse-lhes: ouvi, e entendei: Não é o que entra pela boca que contamina o 

homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina. Então os discípulos, 

aproximando-se dele, perguntaram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas 

palavras, se escandalizaram? Respondeu-lhes ele: Toda a planta que meu pai 

celestial não plantou, será arrancada! Deixai-os! São guias cegos! Ora, se um cego 

guiar outro cego, ambos cairão no barranco”. Mateus 15:2-14.  

  

AS APARÊNCIAS DEFRAUDAM A NOSSA ALMA  


Decidir e julgar segundo a visão de Deus!  


“Então brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo 

frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de Sabedoria e de 

Entendimento, o espírito de Conselho e de Fortaleza, o espírito de Conhecimento e 

de Temor do Senhor. E deleitar-se-á no temor do Senhor, e não julgará 

segundo a vista dos seus olhos, nem decidirá segundo o ouvir dos seus 

ouvidos. Mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade 

em defesa dos mansos da Terra. E ferirá a Terra com a vara da Sua 

boca e com o sopro dos seus lábios, matará o ímpio! 

A Justiça será o cinto dos Seus lombos e a Fidelidade o cinto dos seus rins. Morará 

o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará. E o bezerro, e o leão 

novo e o animal cevado viverão juntos, e um menino pequeno os conduzirá. Isaías 

11:1-6.  


O EXEMPLO DE LAODICEIA, NÃO PODE SER O NOSSO! 


Não devemos querer a nossa identidade em obras, porque as obras de fé têm de ser uma consequência da nossa identidade em Cristo. Não devemos ter um conceito equivocado de nós mesmos, como a igreja de Laodiceia em Apocalipse 3:13-22.


Temos também o conselho de Romanos 12: 3-18. “Porque pela graça que me foi dada, digo a cada um de entre vós que não tenha de si mesmo mais alto conceito do que convém; mas que pense de si, sobriamente, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Pois assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma função, assim nós, embora muitos, somos um só Corpo em Cristo, e individualmente somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé. Se é ministério, seja em ministrar. Se é ensinar, haja dedicação ao ensino. Ou o que exorta, use esse dom em exortar. O que reparte, faça-o com liberalidade. O que preside, com zelo. O que usa de misericórdia, com alegria. O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais vagarosos no cuidado, mas sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor! Alegrai-vos na esperança. Sejam pacientes na tribulação! Perseverai na oração. Acudam aos santos nas suas necessidades. Exercei a hospitalidade! Abençoai aos que vos perseguem. Abençoai e não amaldiçoeis! Alegrai-vos com os que se alegram! Chorai com os que choram! Sejam unânimes entre vós! Não ambicioneis coisas altivas, mas acomodai-vos às humildes! Não sejais sábios aos vossos olhos! A ninguém torneis mal por mal! Procurai as coisas dignas, perante todos os homens. Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”. 

 

VESTIDOS DE ACORDO COM AQUILO QUE SOMOS


“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro. Assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também. E sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição, e a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um Corpo, domine em vossos corações, e sejam agradecidos! 

A palavra de Cristo habite em vós, ricamente, em toda a sabedoria. Ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações. E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. Col 3:12-17.  

 

SOMOS GERAÇÃO ELEITA – SACERDÓCIO REAL – POVO ADQUIRIDO


“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, 

para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a Sua 

maravilhosa luz. Vós que outrora nem éreis povo, e agora sois de Deus. Vós que não 

tínheis alcançado misericórdia, e agora a tendes alcançado. 1Pedro 2:9,10  


“Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de 

testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia, e 

corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, fitando os olhos em 

Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, 

suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de 

Deus”. Hebreus 12:1,2.  

 
“E não me lembrarei mais dos seus pecados e das suas iniquidades. Ora, onde há remissão destes, não há mais oferta pelo pecado. Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no Santíssimo Lugar, pelo sangue de Jesus, pelo caminho que Ele nos inaugurou, Novo e Vivo Caminho, através do véu, isto é, da sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa, retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque Fiel é aquele que fez a promessa, e consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não abandonando a nossa congregação como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros, e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia”. Hebreus 10:17-25.  

 
Termino com as palavras de Tiago 5:7-16: 

“Portanto, irmãos, sejam pacientes até a Vinda do Senhor! Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas. Sejam vós também pacientes! Fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima! 


Não vos queixeis, irmãos, uns dos outros, para que não sejais julgados. Eis que o 

Juiz está à porta. Irmãos, tomem como exemplo de sofrimento e paciência, os 

profetas que falaram em nome do Senhor. 


Eis que chamamos bem-aventurados os que suportaram aflições. Ouvistes da 

paciência de Job, e vistes o fim que o Senhor lhe deu, porque o Senhor é cheio de 

misericórdia e compaixão. 

Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela Terra, nem façais 

qualquer outro juramento! Que o vosso sim, seja sim. E que o vosso não, seja não, para 

não cairdes em condenação. 

 
Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. Está 

algum de vós doente? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o 

com azeite em nome do Senhor, e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o 

levantará, e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 


Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para 

serdes curados. A súplica de um justo pode muito no seu efeito”. 


Pastor Luís Miguel 

Media

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