Nunca é Suficiente

Nunca é Suficiente


Vamos meditar em João 6:1-13!

“Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço”. V.7

 

1ª Etapa

A razão por que algumas pessoas seguiam Jesus, baseava-se no pensamento:  “O que Jesus pode fazer por mim?“ 

Quando continuamos a caminhar com Jesus o tempo suficiente, em perseverança e consistência, passamos a uma etapa de maturidade em que dizemos “O que é que Jesus pode fazer através de mim?”

Jesus deixa de ser um “utilitário” para ti, e tu passas a ser uma pessoa útil num projeto eterno de salvação. 

Jesus chamou Simão Pedro que era um pescador e tinha um barco. Na realidade, a Verdadeprecisava de um meio de transporte, e Pedro necessitava da Verdade. Pedro não podia viver sem a Verdade, e Pedro seria uma fonte de bênção para o seu povo. Pedro seria um apóstolo para o povo judeu. 

Jesus sabia já o que fazer!João 6:6 

Quando muitos viram Jesus na cruz, incluindo líderes religiosos, diziam-lhe:“Se és o Filho de Deus, desce dessa cruz!” 

Jesus já sabia o que ia fazer, qual era o propósito da cruz, qual era o propósito da momentânea separação do Pai, ao seu grito, “ELI, ELI, LEMÁ SABACTÂNI”. 

Quando nós somos provados nas nossas circunstâncias, ou tentados, ainda que não sejam da parte de Deus, Ele já sabe o que fazer. Por vezes ficamos perplexos e tentamos sair “sozinhos” da situação, sermos nós a dar a resposta. Mas creiamos, Jesus sabe o que fazer!

 Os discípulos tinham poucos recursos. Por vezes temos pouco, e o pouco não é suficiente

  • Mas podes agradecer a Deus pelo pouco.
  • Podes agradecer por aquilo que não é suficiente.

 

Jesus mandou a multidão reclinar-se no chão. Reclinar-se, prostrar-se, é posição de humildade. 

Nós também podemos aprender a humildade, tal como Jesus disse: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.” Mateus 11:29

Muitos são os que têm desejo de ser grandes, de fazer coisas grandes, e Jesus ensina-nos como “sermos grandes”.

“Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.” Mateus 18:4

As pessoas enchem-se cada vez mais de coisas, de bens, mas sentem-se cada vez mais vazias. Quanto mais têm, mais acham que isso lhes é insuficiente.

  • Se a pregação demora muito tempo, queixam-se, se é pouco tempo queixam-se.
  • Se lhes dás pão, querem arroz. Se lhes dás arroz, querem batatas, nada é suficiente.
  • Se há 2 louvores de adoração não chegam, se são 3 é demais – nada lhes é suficiente.
  • Se vais de metro, preferias ir de carro, se vais de carro, e há engarrafamento, pensas que o melhor teria sido ir de metro.

Há pessoas para quem nada é suficiente, seja qual for a circunstância! Nenhuma resposta também é suficiente! Se lhe é dito que confiem no Senhor, respondem, “Lá está o pastor! Ele devia era estar no meu lugar!”.

Nunca é suficiente. Nunca estão satisfeitos. Estamos sem dúvida a viver os males dos últimos dias. “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias, sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade.” 2 Timóteo 3:1-7  

Há pessoas que ouvem pregação após pregação, que aparentam piedade, mas negam-lhe a eficácia. Nas suas atitudes, levam atrás deles aqueles que estão carregados de pecados, que estão sempre a aprender mas não chegam ao conhecimento da verdade, que nunca nada lhes é suficiente.

Continuemos a meditar emJoão 6:1-13! “Respondeu-lhe filipe: não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço.”V.7

Jesus alimentou 5.000 homens, mas na realidade eram mais. Talvez 15.000, porque não estavam registadas as mulheres e as crianças que estavam com eles. Este milagre está registado nos quatro Evangelhos, o que é de grande relevância, riqueza e ensino. E será revelação oportuna para as nossas vidas.

Os números 12 e 7 que figuram neste milagre são números de equação divina.

O número 7 simboliza Plenitude / Perfeição.

O número 12 refere-se ao governo de Deus, à Sua autoridade e soberania. As 12 tribos de Israel, as 12 varas, os 12 discípulos.

Quando entendemos o governo de Deus, a Sua Soberania, podemos alcançar a Sua perfeição, isto é, nada mais, nada menos do que Santidade, sem a qual ninguém verá a Deus. Vamos então à história que já todos conhecemos, e descobrimos, nada mais, nada menos, que ela aconteceu depois da decapitação de João Batista.

Jesus tinha estado no tanque de Betesda e curado um homem que estava ali há 38 anos, e em seguida, os judeus perseguiam-no por ter sarado no sábado. E Jesus respondendo-lhes, disse: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.”

Quero dizer-te que Jesus está vivo, que está connosco e que está disposto a trabalhar na tua vida.

 

Embora as afirmações de Jesus fizessem com que os religiosos o perseguissem cada vez mais, e até procuravam matá-lo, Jesus falou sobre a ressurreição. Jesus disse que o Pai o tinha enviado, e que as Escrituras falavam Dele, e que eles deviam esquadrinhar as Escrituras. Jesus afirmou que eles não tinham o amor de Deus.

Há muitos que ainda não têm Jesus nem o seu amor, mas necessitam-no. Jesus disse que os religiosos não podiam acreditar Nele, pois recebiam glória uns dos outros, e não buscavam a honra que vinha de Deus. “Se não acreditais nos escritos de Moisés, como podeis crer em mim? Pois ele escreveu sobre mim.”

Continuemos a estudarJoão 6:1-13!

Depois desta viagem que Jesus tinha feito com os seus discípulos a Jerusalém, partiu para o outro lado do mar da Galileia, (Tiberíades). A multidão seguia-o, pois via os sinais e os milagres. 

Muitos são aqueles que vêm a Jesus em busca de um sinal, um milagre na sua vida. E essa é a primeira motivação para O seguirem. Para os que começam a andar com Jesus, querem o benefício do que Jesus lhes pode dar ou fazer, mas com a intimidadee a maturidadeseguem Jesus por quem Ele ée não pelo que Ele pode fazer ou dar.

É verdade que Jesus se afastou com os seus discípulos para ter um tempo com eles, um tempo de ensino, um tempo de intimidade.

 

ERA TEMPO DE PÁSCOA

O tempo da Páscoa era um Memorial na cultura judaica. Jesus viu uma grande multidão que o tinha seguido, e viu desde o lugar onde estava, no monte, um lugar alto.

“E Jesus, ao desembarcar, viu uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas. Estando a hora já muito adiantada, aproximaram-se dele seus discípulos e disseram: o lugar é deserto, e a hora já está muito adiantada;” Marcos 6:34,35 

Jesus compadeceu-se da multidão, porque via-a como ovelhas sem pastor. Jesus compadece-se ainda hoje de nós. Ele continua a ter compaixão, e apesar dos discípulos quererem despedir a multidão, Jesus tinha de fazer algo. Ensinou-lhes que havia algo mais.

Agora, se tivermos em atenção o contexto em que isto aconteceu, foi logo a seguir à morte de João, o Batista, aquele que preparou o caminho. Depois de Jesus ter viajado desde Jerusalém, estava a ter um tempo de intimidade, de discipulado com os Seus discípulos.

As oportunidades aparecem nos momentos mais inconvenientes. Ou confias em Jesus, ou nas coisas e na tua capacidade.

Aquele era um momento “inconveniente”. Não havia comida suficientepara os alimentar, mas depois de Jesus ter ensinado os seus discípulos, eles precisavam de ser alimentados “Algo Mais”.

Mas ele lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram: Não temos senão cinco pães e dois peixes, salvo se nós próprios formos comprar comida para todo este povo.” Lucas 9:13

“Ao que ele lhes disse: Quantos pães têm?” Marcos 6:38 

O que têm para dar? E eles não tinham suficiente.

Filipe foi provado, tal como nós também somos provados.

 “…Filipe: onde compraremos pão, para estes comerem? Mas dizia isto para o experimentar; pois ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-lhe Filipe: duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pouco.”  João 6:5-7 

 Jesus quando faz uma pergunta, já sabe o que fazer, já sabe qual é a resposta! Mas Ele quer saber se temos a revelação, o conhecimento divino para podermos perceber qual é a Sua vontade.

Para Filipe não lhe bastavam sequer duzentos denários! “O que temos não é suficiente!”  

 Recorda que em Marcos vemos que Jesus lhes dá uma ordem “Dai-lhes vós de comer”, e perguntou-lhes “Que tendes?”. E André, irmão de Simão Pedro, respondeu: 

 “Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?” João 6:9 

 

Não é suficiente!

Há sempre a tentação de não valorizar aquilo que Deus nos enviou para providenciar a nossa necessidade. Foi isso que à primeira vista, eles queriam fazer.

Os discípulos seguiam Jesus para marcarem a diferença, e agora que tinham a oportunidade de a demonstrarem na vida de uma multidão, eles queriam mandá-la embora, faminta, porque achavam que a comidaque estava no meio inconveniente, não seria suficiente.

A Palavra, à qual tu resistes, que não queres receber, que te causa tensão, que causa incómodo, é mesmo essa que te vai fazer crescer, que vai dar-te os recursos para que o Senhor cresça em ti!

“Disse Jesus: fazei reclinar-se o povo.” João 6:10 

“Então lhes ordenou que a todos fizessem reclinar-se, em grupos, sobre a relva verde. E reclinaram-se em grupos de cem e de cinquenta.” Marcos 6:39,40 

A multidão não somente ouviu os seus ensinos, mas também reclinou-se agrupando-se. Isso implica um processo. 

“O homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor, disso vive o homem.” Deuteronómio 8:3.

Reclinar-se não é apenas um ato físico, mas também uma atitude que vem do interior do teu coração, e ao efectuá-lo, está a demonstrar confiança.

 “Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.” Romanos 10:17 

 “Eu, porém, confiarei no Senhor; esperarei no Deus da minha salvação. O meu Deus me ouvirá.” Miqueias 7:7 

 “O ouvido que escuta a advertência da vida terá a sua morada entre os sábios.” Provérbios 15:31 

 “O coração do entendido adquire conhecimento; e o ouvido dos sábios busca conhecimento;” Provérbios 18:15 

Quando inclinamos os nossos ouvidos e repousamos na Palavra do Senhor, depositando Nele a nossa confiança, e existe um processo que tem um resultado, que dá fruto. 

Jesus viu a necessidade da multidão na perspetiva do céu. Jesus viu-a como ovelhas sem pastor, e teve compaixão. Os seus discípulos viram-nos desde uma perspetiva sensorial, terrena. E quiseram despedi-la.

O nível donde vemos as circunstâncias da nossa vida, vai depender na forma como as vamos encarar. Podemos crer que os impedimentos, limitações, dificuldades, incómodos e infortúnios, são oportunidades de vermos a glória e o poder de Deus.

 “Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas.” 2 Coríntios 4:18 

Quando vemos as dificuldades numa Visão sensorial,terrena, num olhar de baixo para cima, temos uma ideia genérica e descrevemo-la de acordo com o que vemos e quanto aos nossos sentimentos.

Quando recebemos uma Visão incisiva,e conseguimos olhar de cima para baixo, processamos aquilo que vemos através do conhecimento que já temos sobre aquilo que vemos. 

Isaías fala de que os jovens fraquejam e caem, mas aqueles que esperam no Senhor, (aqueles que confiam), renovarão as suas forças.

 Deus “Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os mancebos certamente cairão, mas os que esperam no senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias: correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.”Isaías 40:29-31

 

Subirão como as águias!

 

As pessoas que têm uma visão desde os céus,uma visão celestial, divina, incisiva, que vai mais para lá do evidente, do sensorial, podem vislumbrar aquilo que Deus preparou, deseja, prometeu e vai cumprir, e pode ter a fé e esperança, e o amor pelo Senhor.

 ”Mas, como está escrito: as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.” 1 Coríntios 2:9

Com que Visão, vives a tua vida? Com aquela revelação do conhecimento de Deus, que conhece tudo, e dá sabedoria, e não nega nenhum bem a quem lhe pedir?

Foram aos 12 discípulos que Jesus fez a seguinte pergunta: “… Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”Mateus 16:13. Os 12 ouviram a mesma pergunta, e ouve diferentes respostas. Mas somente um teve a resposta de uma Visão/Revelação que não era sensorial. 

 “Responderam eles: uns dizem que é João, o batista; outros, Elias; outros, Jeremias, ou algum dos profetas.” Mateus 16:14 Estas eramrespostas baseadas numa visão percepção sensorial.

 “Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que Eu sou? Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus.” Mateus 16:15-17

 

Visão da divina revelação, e “o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a Sua glória, como a glória do unigénito do Pai”. Jesus habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória. Ele vem da glória, e sabe aquilo que nós não sabemos e nos faz seus colaboradores e quer partilhar connosco a sua glória.

O rapaz que estava entre a multidão nem foi contado para os censos, mas foi tomado em conta, por Jesus. Tal como aqueles leprosos que levaram as boas notícias de vitória, as boas novas.

Deus usa o vil e o menosprezado, ele usa as circunstâncias menos comuns as mais incomuns para fazer a obra na tua vida. Creio que os discípulos devem ter aprendido a ver que aquilo que tinham afinal era suficiente. Quando tu aprendes a estar agradecidopelo que tu consideras insuficiente, passa a ser mais que suficiente nas mãos de Cristo.

Todos nós precisamos de aprender a ser agradecidos.

“E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; esede agradecidos.” Colossenses 3:15 

Jesus abençoou. Jesus tomou os pães, e deu graças ao Pai, por eles.

Quando estás agradecido a Deus pelo pouco que tens, torna-se muito nas mãos de Deus. Deus dá a visão e a provisão. Começou a dar aos seus discípulos para irem dando às pessoas que estavam reclinadas.

“Jesus, então, tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos que estavam reclinados; e de igual modo os peixes, quanto eles queriam. E quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.” João 6:11-13 

Quando toda a multidão já estava saciada, mandou recolher os pedaços que sobejaram. Encheram-se 12 cestos de pedaços de pão de cevada, e de peixe.

Depois Jesus retirou-se para o monte e enviou os seus discípulos no barco para Cafarnaum. Surgiu entretanto uma tempestade e assustaram-se quando viram Jesus caminhando sobre as águas, ao encontro deles. Ele disse-lhes que não temessem.

Jesus advertiu-nos que no mundo teremos aflições, mas para não temermos eis que eu venci ao mundo e estarei convosco até à consumação dos séculos.

No barco estavam os cestos, o memorial do milagre, com o que restava dos pães e dos peixes. E ali estava a multidão e Jesus começa a ministrar-lhes.

 “E, achando-o no outro lado do mar, perguntaram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que me buscais, não porque vistes sinais, mas porque comestes do pão e vos saciastes.” João 6:25,26 

 “Na verdade vocês vêm buscar a Deus, não porque ocorra algo espiritual na vossa vida, mas para que sejam saciadas as vossas necessidades materiais. Querem que eu vos dê de comer, de vestir, um carro, uma casa, uma namorada, entre outras coisas... Qual é a vossa motivação?”

 “Trabalhai, não pela comida que pereceJoão 6:27  (Apocalipse 3:17  porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; )mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo. Perguntaram-lhe, pois: Que havemos de fazer para praticarmos as obras de Deus? Jesus lhes respondeu: A obra de deus é esta: Que creiais naquele que Ele enviou. Perguntaram-lhe, então: Que sinal pois fazes tu, para que o vejamos e te creiamos? Que operas tu?” João 6:28-30

A maior parte da igreja moderna está em modelo de auto-suficiência, como a igreja de Laodiceia. Mas Jesus disse,“Há uma comida que dá vida eternaque eu vos dou”.

Os discípulos voltaram à premissa da auto-suficiência do fazer. “O que fazemos?”Jesus estava a tentar dizer-lhes que não tinham de fazer, mas sim de crer. E mesmo depois de aquele grandioso milagre, houve quem perguntasse, “Mas que sinal fazes tu, para que vejamos e creiamos?”Que loucura!

E começam a enumerar o milagre do Maná do Céu, que os seus pais tinham comido quando foram guiados por Moisés, no deserto. E Jesus disse-lhes: 

 “Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o Pão de Deus é Aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. Declarou-lhes Jesus. Eu sou o Pão da Vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede.” João 6:32-35

 

JESUS ÉEU SOU” 

  • Eu sou o que tu necessitas - eu sou o pão de vida 6:35
  • Se tens fome eu sou suficiente.
  • Eu sou mais que suficiente.
  • Eu sou a luz deste mundo.
  • Eu sou a porta das ovelhas
  • Eu sou o bom pastor
  • Eu sou ressurreição e a vida
  • Eu sou a videira verdadeira.
  • Eu sou o caminho a verdade e a vida
  • Eu estou sentado nos lugares celestiais, à direita do Pai.
  • Eu sou aquele que foi à cruz, e o povo escolheu libertar Barrabás!

 

A Bíblia não fala muito desse Barrabás. Era um assassino, um líder de um grupo dos marginais que se rebelavam contra Roma e contra o sinédrio. Era um zelote, era um rebelde. Mas no momento em que apresentaram Jesus perante Pilatos, estava também lá, Barrabás,o assassino, o ladrão, o rebelde. Era totalmente o oposto de Jesuso Filho de Deus, o Cristo.

E pela tradição judaica, na Páscoa, o governador costumava libertar um condenado, e perguntou ao povo: “A quem quereis que liberte, Jesus ou Barrabás?” 

Barrabás?

Ele merecia ser cruxificado. Ele matava pessoas. Ele roubava. Ele liderava uma rebelião. Ele era uma má pessoa! 

Ou Jesus?

Ele libertava

Ele restaurava

Ele dava vista aos cegos

Ele fazia ouvir os surdos

Ele curava os leprosos

De que é culpado Ele?

 

“A QUEM QUEREIS?”

O povo incitado pelos religiosos disse, “Queremos que libertes Barrabás!”.E libertaram Barrabás que foi ter com seus amigos, não voltou a olhar para Jesus, nem sequer para lhe agradecer. Foi cheio de si mesmo, pensando, “O povo ama-me, eu sou importante e vou cada vez ser mais significante na revolta contra os romanos!”

 

Jesus estava tranquilo, sabia que o Pai tinha que o tratar como se fosse Barrabás, para que Barrabás pudesse ser tratado como Jesus. 

Barrabás pensou que foram as pessoas que o libertaram, mas não! Foi o Amor do Pai celestial. Se reparares para esta porção da história, será que podes aperceber-te de quem é verdadeiramente Barrabás? Sou eu, és tu! Sim. Mas Deus amou Barrabás. 

Provavelmente Barrabás nunca reconheceu essa dádiva de vida, da parte de Deus. Mas Deus amou Barrabás!

“Mas ele era tão mau!” Mas ainda assim, Deus amou Barrabás! 

“Mas Deus dá prova do seu amor para connosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.” Romanos 5:8  

Deus enviou o seu Filho para salvar Barrabás, embora soubesse que ele seria solto e não olharia para trás, nem sequer para agradecer essa dádiva, essa oportunidade… Ainda assim, Deus amou Barrabás!

E os crentes têm a ousadia para dizer: “Eu sou salvo pela Graça”. 

Mas agora estou a passar um momento de trevas, do qual é melhor que eu me esforce arduamente para sair dele. O quê? Isso é o oposto ao Evangelho! O que temos de fazer para ter “esse pão”? É só acreditar. 

Estás debaixo do poder de alguma tentação? De algum pecado? E admites que te está a controlar? O que é que vais fazer? Vais esforçar-te para te libertares?

Para já, não o farás! Tu não és ninguém para lutar contra os principados e potestades do Maligno! Tu não consegues lutar contra as correntes do pecado, não vais conseguir, vais ser somente mais uma estatística. Não há nenhuma resposta, por ti mesmo.

A tua própria disciplina, o teu próprio casamento, a tua própria bondade, a tua própria devoção, não salvarão o teu casamento, e não salvarão os teus filhos!

Há somente UM, E foi ele que tomou o teu lugar! Foi ele que permaneceu em silêncio diante de Pilatos, e, interiormente disse “Sim. Deixa que libertem Barrabás, tomem-me a mim!”  

Quantas vezes, nós estamos naquela plataforma com Pilatos e com Jesus, e somos como Barrabás? E começam a tirar-nos as correntes, e dizemos, “Não! Não! Eu mereço isto! Eu mereço a culpa! Eu mereço a vergonha! Eu mereço as consequências! Eu mereço isto!”

E Jesus parece olhar-nos e diz, ”Não, filho! Deixa-me levar isso, deixa-me levar o teu pecado, a tua dor, a tua vergonha!”

Mas tu dizes, “Não Senhor! eu fi-lo a mim mesmo! Eu mereço-o, o meu casamento não se sustentará, e eu mereço o divórcio! Eu mereço as dificuldades, eu mereço enfermidade eu mereço tudo isso! Não, Senhor! Eu tenho tanta vergonha!”

Jesus diz: “Dá-me a tua vergonha!”

“Mas, Senhor, e se o volto a fazer?”

“Eu estarei aqui!”

“Oh Senhor! Mas eu não te quero ofender, eu amo-te! Eu não quero voltar a fazer isto, nunca mais!”  

“Filho! Dá-me os teus pecados!”  

“Isto é tudo o que temo! É tudo o que tenho!” 

“É tudo o que tens?”

 

Podemos jogar alguns jogos. Podemos jogar jogos de igreja. Podemos fingir que umas pessoas são melhores do que as outras, e é por isso que elas estão abençoadas! Ou podemos todos chegar à conclusão honesta de que é Deus, somente Deus que nos pode libertar! 

O maior desafio não é a nossa disciplina, a nossa devoção! O nosso foco, o nosso maior desafio é acreditarmos no Evangelho! 

Será possível que haja um Deus com um amor tão grandioso tão abrangente, tão profundo, tão vasto, tão alto, tão expansivo, tão acolhedor, tão inclusivo?

“Dá-me os teus pecados, filho!”

“Ok!”

 

E ficas nesse espaço vazio de perdão e aceitação, enquanto Jesus caminha para a cruz que tu merecias? Eu vejo-o a caminhar para o tronco para ser açoitado, enquanto eu sou livre de toda a atenção que está sobre Jesus, que me diz: “Vai filho! Vive a tua vida! Eu pago o preço!” 

Não sei onde é que fomos buscar a ideia de que nós podíamos livrar-nos a nós mesmos! 

“Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação… Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, Nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” 2 Coríntios 5:19,21   

Ainda é Jesus! E sempre será Jesus, e nunca deixará de ser o poder de Jesus!

O seu sangue é suficiente para a tua salvação!

O seu sangue é suficiente para te sustentar através de qualquer desafio, através de qualquer pecado, de qualquer tentação!

 

 Jesus é suficiente!

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