18 de Maio: Deus está connosco na perda

“A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração e a minha porção para sempre.” Salmo 73:26


A perda tem uma linguagem própria. Ele é silenciosa, pesada e muitas vezes difícil de traduzir em palavras. Não há negação da dor, há reconhecimento da fragilidade. O versículo não termina na fraqueza. Ele aponta para uma presença que não se retira de nós, quando a nossa carne e o nosso coração estão a ruir. Deus permanece. Isso muda tudo!
O salmista diz que Deus é fortaleza do seu coração. Encontramos uma promessa semelhante em Isaías 41:10.

O salmo ainda nos diz algo surpreendente: “Deus é a minha porção para sempre.”
Quando perdemos alguém importante, como no caso de um familiar, somos confrontados com uma realidade profunda: Em quem estávamos realmente a confiar?
Em Lamentações 3:24, lemos: “A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele.”

Há uma tendência humana de pensar que a dor significa ausência divina, mas a Escritura afirma o contrário. “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito.” Salmo 34:18

Não é na nossa força que Deus se aproxima, é na nossa fraqueza. Não é quando temos tudo sob controlo, mas quando reconhecemos que não temos. A maior prova de que Deus está connosco na perda encontra-se no Evangelho de João: “Jesus chorou.” 11:35
Diante da morte de Lázaro, Jesus não oferece primeiro uma explicação, Jesus não oferece lágrimas. Jesus entra na dor humana. Ele não é indiferente à perda. É mais do que isso. Em Cristo, a perda não tem a palavra final. A fé cristã não nega a dor, mas, recusa-se a aceitá-la como definitiva.

Em Romanos 8:38,39, lemos: “Nem a morte… poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”

“Deus está connosco na perda” não é um “cliché” espiritual, é uma verdade testada na dor real que já tivemos de experimentar.


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