01 de Julho: Renovação

“Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti. Por este motivo, te lembro que despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.” 2 Timóteo 1:5–7

Paulo escreve a Timóteo como um pai espiritual que vê para além das aparências. Ele sabe que o jovem líder está sob pressão, cercado por falsos mestres, perseguição e possíveis sentimentos de desânimo. Timóteo não perdeu o chamado, não perdeu o dom, não perdeu a imposição de mãos sobre a sua vida. Mas parecia ter “cinzas a cobrir a brasas”.

Paulo não diz: “Recebe um novo dom.” Ele diz: “Desperta o dom.” Isto é profundo. Deus começa do zero quando nos rendemos a Ele, recebendo uma nova vida, (2 Coríntios 5:17), mas também a vocação divina para o serviço, (Efésios 2:10).
Neste caso específico, Timóteo é desafiado a despertar ou a reacender o que já foi colocado nele. A palavra usada tem a ideia de reacender um fogo quase apagado, como alguém que se inclina diante de brasas cobertas de cinza, e sopra até a chama voltar.

Nós muitas vezes somos assim. Não perdemos o chamado, mas perdemos o fervor. Não abandonamos a obra, mas fazemos a obra pela força do hábito, não pelo fervor do Espírito.
Ainda servimos, mas já não temos aquele fogo de Deus.

O apóstolo Paulo lembra-nos que Deus não nos deu espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação. Ele já nos deu tudo o que precisamos para reacendermos o dom que há em nós.

Renovação não é maquilhar a alma cansada; é uma obra do Espírito Santo que reacende o fogo no altar interior do coração. Se ainda há brasas, ainda há história! Deus quer soprar sobre o que ainda existe em nós.
Desperta o dom que há em ti!


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