09 de Julho: ELIAS: Do Carmelo a caverna

“Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!”  1 Reis 18:38,39

O povo de Israel estava dividido: De um lado, os profetas de Baal gritavam, dançavam, feriam-se e tentavam fazer “fogo espiritual” com desespero religioso. Do outro lado, Elias estava só.
Ele mandou restaurar o altar quebrado. Mandou abrir regos, e que estes fossem cheios de água. Colocou a lenha, preparou o sacrifício e mandou derramar água também sobre a altar e o sacrifício. Tudo parecia impossível.
Não deu espetáculo, não manipulou o ambiente, e nada ia depender de qualquer emoção coletiva. Então, Elias orou.
Deus respondeu. O fogo divino consumiu tudo e o povo gritou: “Só o Senhor é Deus!”.

Depois deste maravilhoso acontecimento, uma ameaça de Jezabel contra Elias, entrou como uma flecha na sua alma.  O homem que viu o fogo do céu descer, agora fugiu para o deserto. Sentou-se debaixo de uma árvore e com desespero pediu a morte.

Isto demonstra que um grande culto ou um congresso, não renovam automaticamente a nossa alma esgotada.
Elias tinha visto o poder, mas precisava ser renovado no seu interior. Deus não o corrigiu. Alimentou-o, deixou-o dormir, guiou-o à caverna.
Veio o vento, o terremoto, o fogo… mas o Senhor não estava ali como Elias esperava. Depois veio uma voz mansa e delicada. Deus estava a ensinar: “Tu não vais viver apenas de manifestações externas. Vais aprender a ouvir-me na intimidade.”

A meditação deste dia é para aqueles que já viram Deus agir, mas hoje estão cansados, desanimados e exaustos. Deus não nos acusa; Ele cuida de nós. Ele nos alimenta, nos faz descansar e nos fala com ternura.

A renovação espiritual é aprendermos que a Presença de Deus não está apenas nos momentos intensos, mas também na “brisa suave” da Sua voz.


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